A Festa de Shavuot / Pentecostes

Jerusalém Antiga

A festa bíblica de Shavuot, (literalmente “sete semanas”), é uma das três maiores “Festas do Senhor”, juntamente com a Páscoa e Tabernáculos.

Para os judeus, durante o tempo do Templo, era ordem do Senhor peregrinar à Jerusalém na época dessas três festas, trazendo ofertas das primícias dos primeiros frutos.

A Festa de Pentecostes é também chamada, em Êxodo 23:16, como Festa da Colheita e em Números 28:26 como Festa das Primícias.

Todo israelita deveria nesse dia comparecer perante Deus no santuário trazendo como oferta dois pães levedados, preparados com farinha de trigo recém-colhido. Esses pães representavam os primeiros frutos da terra, os Bicurim, as primícias da colheita daquele ano, por isto era chamado também como Yom haBicurim, o “Dia das Primícias” (Nm 28:26).

O nome Pentecostes foi dado pelos judeus, devido a influencia grega e, pelo fato de ocorrer exatamente cinqüenta dias após a Páscoa.

Embora seja uma festa curta, com a duração de apenas um dia, ao invés de sete como as outras e, menos conhecida do que as outras duas, é muito rica por sua significação bíblica, histqaórica e profética.

A Páscoa ocorre no começo da primavera, no tempo da colheita da cevada, enquanto que a festa de Pentecostes acontece no inicio do verão.

Cada um dos 49 dias entre a Páscoa e o Pentecostes é marcado pelo processo chamado de “contagem do omer”, de acordo com Levitico 23:15-16.

Um omer é uma medida especifica de grãos e hoje equivaleria a 17,62 litros; e, no caso da cevada era a quantidade oferecida a Deus a cada dia, desse período, com uma benção especifica.

Somente quando esse tempo era completado se poderia então oferecer um novo grão.

No dia de Pentecostes cada família teria de trazer de suas casas dois pães para serem movidos perante o Senhor.

Esses pães das primícias eram feitos de duas dízimas de uma efá de farinha de trigo refinada e levedada.

Essa oferta simbolizava a consagração de toda a colheita ao Senhor além de expressar a dependência Dele para as futuras provisões.

Muito mais do que a cevada, o trigo – último grão a ser colhido na estação da colheita em Israel – era considerado fundamental para a sobrevivência do homem e uma dádiva de Deus para a humanidade.

As famílias traziam individualmente suas próprias primícias ao Templo: de trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras.

Há quem diga que em Pentecostes, foi à época em que Moises recebeu os Dez Mandamentos de Deus.

Após a destruição do Templo no ano 70 AD, a realização da Festa se tornou impossível e o povo não mais podia trazer suas primícias. A Torah foi considerada “ketuba”, bem como o contrato de núpcias entre Deus e o povo de Israel.

Assim como os judeus de todas as gerações eram conclamados ao entendimento de que eles próprios tinham tido suas vidas libertas da escravidão durante a Páscoa, durante o Shavuot, eles deveriam considerar como se eles mesmos tivessem visto Deus face a face no Sinai, pois eles eram o povo escolhido de Deus.

Na Páscoa eles foram libertos das cadeias da escravidão, mas no Shavuot eles eram chamados à intimidade com Deus e mostrar como viver para Ele como uma comunidade unida.

Em agradecimento a Deus por essas bênçãos dos céus a tradição convida a comunidade judaica a se manter acordada durante a noite que antecede o Shavuot.

Até os nossos dias algumas comunidades de judeus ortodoxos ainda observam isso em Israel.

Outra tradição ainda observada em nossos dias e ligada a festa de Shavuot, que se desenvolveu durante a Diáspora, é a leitura do livro de Ruth.

A história de Ruth acontece entre as colheitas da cevada e do trigo.

Além disso, e muito mais significativo, é o fato de que Ruth que era uma gentílica, voluntariamente escolheu amar Israel, o Deus de Israel e entregar a sua vida para Ele.

Assim fazendo, sua vida é considerada como uma oferta das primícias, do melhor que ela poderia dar – sua vida, e plenamente aceita por Deus, pois ela se tornou inseparavelmente ligada ao destino de Israel.

O rei Davi que se acredita tenha nascido e morrido em Shavuot, era neto de Ruth. O Messias certamente está entre os seus descendentes.

A Festa de Shavuot é atualmente um período festivo tanto para judeus religiosos como para todo o povo.

Muitos israelitas decoram seus lares com folhagens e flores e as famílias se reúnem para as refeições festejando diariamente a abundancia dos frutos, castanhas, cereais, verduras e frutas lembrando a promessa de uma terra que manaria leite e mel.

A semente define futuro

Quem planta tem direito à colheita.

Os céus estão preparados para uma grande colheita para os que plantam. A lei funciona para quem planta. Se plantar, então, explode a grande colheita.

Sempre que você for entregar uma semente, você está plantando. Ela dará resultado mediante a plantação.

O Altar do dízimo e da oferta é a Igreja. O Altar da primícia é o sacerdote. Quando você é primiciador, passa a entrar em todos os lugares que o sacerdote entra.

A Bíblia diz, na parábola da colheita, que os trabalhadores da última hora terão direito ao salário dos primeiros.

Precisamos ser prósperos, primeiramente na saúde, na alma, depois seremos prósperos no físico. Existe uma estação apropriada para você frutificar. A chuva temporã decide o fruto.

Quando você semear, dê prazo à semente. Cada estação dá o seu fruto. Você colherá em abundância ainda este ano, de maio a dezembro. Será uma colheita sem medida, além dos limites.

Sementes viram combustível para o crente. A nação precisa se mover no princípio para ver uma grande colheita.